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sábado, 6 de agosto de 2011

ILUMINAÇÃO

"Ninguém se ilumina sem fazer com que a luz se projete ao seu redor."
                                                                             
                                                                                     (Carlos Baccelli/Ir. José)



quinta-feira, 28 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE E EDUCAÇÃO NA ARENA

Enfim... de novo por aqui e “porraqui”.
Gosto de escrever, mas não tenho a disciplina necessária para o exercício da postagem metódica e planejada, portanto já estou me dando o benefício do perdão.

Minha mente, porém, entra em ebulição quando surpreendo meus olhos se voltando para o passado – bem distante – ao mesmo tempo em que tentam acompanhar o presente. Então a bola ocular está meio dolorida de ficar vesgamente lá e cá, como num jogo de pingue-pongue nas figuras dos desenhos animados. Isso acontece quando fico a par de alguns fatos que me desconfortam. Escrevo. Nessa hora.

Hoje vi na TV uns jovens numa escola pernambucana se engalfinhando, rodeados pela gritaria de colegas que, de acordo com o meu desimportante ponto de vista, deveriam desapartar os gladiadores dos tempos modernos ao invés de incentivar e ainda filmar a luta. Olho para trás e vejo o Coliseu Romano, palco do divertimento sanguinário de alguns e também palco da desgraça de outros: os prisioneiros de guerras ou escravos que, por falta de opção, lutavam entre si ou com animais selvagens para alegrar a plateia de desocupados, cúmplices da desgraça alheia. Olho para o hoje e vejo que a turba continua gritando, em gozos, enquanto colegas se estraçalham no palco da escola.

Na Roma antiga os gladiadores que saíam vivos ganhavam popularidade, troféus e dinheiro. O que ganham os meninos e meninas nesta imensa Roma do presente? Lá atrás as lutas funcionavam para anestesiar a revolta do povo contra os problemas sociais com a política do pão e circo. Aqui - futuro do ontem – o que é oferecido aos equivocados jovens e o que eles ganham para perpetuar a “digladiação”? Melhor seria perguntar: Por que brigam? A resposta provável está na mini Roma do LAR DOCE (?) LAR.

A propósito da política do pão e circo, publiquei no livro Fragmentos de Cristal o poema CARNAVAL:


Quando falta de pão sentirdes
De graça a vós circo darei
Porque se da vida quereis o gozo,
Folia, pois, para vós farei.
Não vos preocupeis no momento...
Se quero matar o pensar vosso,
Pensai sempre no circo
Porque circo vos dar sempre posso.
A mim não culpeis, entretanto,
Se refletir no viver não sabeis,
Mas temo se aprenderdes - confesso,
E a cabeça, por fim, levanteis.
Cachaça e folia, portanto,
Enquanto pensar não podeis...
Por vós penso eu e decido
Que só pão e circo tereis.


Saí de frente da TV para aliviar as vistas e peguei um jornal. Deparei-me com algumas musas num outro tipo de briga, num outro coliseu e numa arena bem diferente: bundas! Isso mesmo. As donas das bundas, esposas ou ex de jogadores de futebol, disputando espaço para as suas bundas. Como todos temos bunda – bonita ou feia – o assunto me desinteressou. Optei pela internet. Vasculhei os jornais online e vi a polêmica que uma emissora de televisão causou ao apresentar garotas, provavelmente menores de idade, imitando a recém desencarnada Amy Winehouse – que Deus a tenha lá! (para não vir puxar meu pé à noite). Li a notícia, alguns comentários e utilizei o oportuno Ctrl C - Ctrl V para embasar (kkk – rio do embasar) essas minhas divagações textuais:

- Acho que sou uma pessoa ultrapassada no tempo e no espaço, mais cultuar uma pessoa como a Amy que é um símbolo do que não se pode e não se deve fazer na vida. Um péssimo mal exemplo pessoal e profissional para as crianças e jovens sendo destaque total em todas as mídias escrita, falada e televisiva em todo o planeta como uma pessoa de bem. Bom... acho que sou um ultrapassado mesmo!!!

- Vamos deixar a hipocrisia de lado e preocupar-nos com moral por inteiro e não para aparecer quando um caso "dá ibope".Vemos crianças drogadas pelas ruas e ninguel vai notificar ninguem, nem crianças, nem pais e muito menos quem alimenta os seus vicios.

- Tenho uma filha de 11 anos e pediria pra morrer se a visse fazendo parte de uma palhaçada desta. Talentosa sim, concordo, mas não foi, não é nem nunca vai ser um exemplo a ser seguido nem imitado.

- Falam tanto para não sermos preconceituosos e olhar a Amy pela sua obra, mas o modelo para as crianças está aí, nítido.

- Nossa "imprensa"... principalmente a TV fica enaltecendo esta cantora que apesar da voz linda...Possuia uma vida totalmente louca...éra uma coitada,viciada,drogada e bêbada! E a rede Globo explorar adolencentes pra ter "ibope" é nojento! Vergonhoso.


Bom, só colei e copiei viu turma? A minha gramática só dá pro meu uso e gasto.

Enfim, nos percebo dentro de uma arena muito maior e mais absurda do que a romana. Não evoluímos. Devemos ser os mesmos que estavam lá, no passado, porquanto agimos igualmente. Lutamos de forma pior do que os animais, visto que estes só o fazem para marcar território ou defender o alimento. Enxovalhamos a raça quando esfregamos nossa bunda na cara do outro, afinal só mostramos o que temos e somos. Quando não protegemos nossas crias da insensatez televisiva ao baixar o nível do que apresenta, igualando porcos e pérolas - em algumas situações -, desamamos. Ao desvalorizarmos a Filosofia, impedimos o outro de aprender a pensar e a discernir. Ao colocarmos – também a escola – as leituras no plano do faz de contas, impossibilitamos o outro de saber o que há além da cortina do palco onde nós mesmos atuamos.

Agora estou indo navegar no youtube ouvir e ver a Amy para entender melhor o porquê de tanta louvação ou execração. Posso contar uma coisa antes de ir? Acho que vou continuar com os meus Zé Ramalho, Elomar, Xangai, Caetano, Beatles, Simon and Garfunkel, Owaldo Montenegro, Marisa Monte, Nana Mouskouri, Yanni... esses já me mostraram a diferença entre o belo e o bonito, entre arte e malabarismo... com esses eu nunca fico “porraqui”porque o pão que me oferecem é o alimento da alma; o circo onde se apresentam é a sala de visita desta vida.



































































quarta-feira, 15 de junho de 2011

ECLIPSE

Olá,


Sempre fui muito apaixonada pela lua. Dizem-me solar - um elogio e tanto! Mas me sinto lunar porque sou tão apaixonada pela boniteza da lua... principalmente no mato onde ela me oculta, me guarda, alumia os meus passos.

Já contei aqui um caso de quando vi uma lua estonteantemente grandebela quando passei uns tempos na cidade de Ilhéus. Escrevi CINCO-CANTOS-À-PRIMEIRA-LUA-DE-MAIO. 

Abaixo a foto do livro EU BEBI A LUA, cuja capa  ganhei de presente de Marlowe Quadros, artista plástica, grande amiga.

Agora mais um eclipse... A lua em junho...

De novo ela... eclipsando tudo.



Bj lunar para todos!





domingo, 12 de junho de 2011

DINHEIRO. CORRE, GENTE!!!

Olá,




Só dei uma paradinha aqui hoje pra avisar que estão vendendo dinheiro pelo orkut (ouvi na globo news indagorinha). Vixe!

Saí do mato pra resolver um assunto na cidade, mas já estou pegando o trem de volta.

Lembro do pai de um amigo que rasgou o cpf (like me) e foi viver no mato.

Inté.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A VIDA, SENHOR VISCONDE...

Hoje é 9 de maio de 2011. É um dia muito especial. É o seu aniversário . Parabéns, Querida!

Gracias a la vida. Ouçamos adiante!



VOCÊ NO PALCO. UMA ATRIZ ESPETACULAR!



Não procuro a dona da foto em Hollywood porque você está muito além. Tão maravilhosa que eu quero homenageá-la aqui, neste espaço onde digo que escrevo sobre o que vivo, o que vejo, o que leio, o que toco, o que sinto.

Recebi a sua mensagem-convite e fiquei muito contente em ver como você se ama, mas sem o narcisismo de que fala a psiquiatria. O convite de aniversário foi tão lindo, tão ideoso que transcrevo aqui:

A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama. Pisca e anda. Pisca e brinca. Pisca e estuda. Pisca e ama. Pisca e cria filhos. Pisca e geme os reumatismos. Por fim, pisca pela última vez e morre.



– E depois que morre? – perguntou o Visconde.


– Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?


(Memórias de Emilia, de Monteiro Lobato)


Sempre lembro de Emília e dos piscos quando miro a incomensurabilidade do tempo. A vida, senhora marquesa, é mesmo um pisco. E sigo eu piscando aqui e acolá, antes de virar hipótese. Fico imaginando que muitas vezes, coincidentemente, piscamos ao mesmo tempo; aí lá de algum outro ponto do imenso universo alguém vê um grande clarão aqui na terra. Devem pensar deslumbrados: que lindo, eles estão compartilhando!

Pois, dia 09 faço aniversário. Como podem imaginar, nunca fiz 50 anos. Será a primeira vez. E todo ato inaugural me deixa excitada. Passarei o dia piscando como uma vagalume ensandecida de alegria. Então, eu convoco vocês a deslumbrar um ET, piscando comigo. Será assim: 1, 2, 3 e... todos piscam, celebrando a nossa vida em comum. Momento de ressonância que porá nossos corações ligados em festa.

Então, liguem-me, passem-me um e-mail. Essa será a minha/nossa celebração. Faremos luz: um clarão que iluminará as nossas vidas e outros mundos.


BEIJOS E ESPERO VC NA NOSSA FESTA DE PISCOS

Hoje, ao amanhecer, recebi a sua forma de celebrar o momento:

Sentada, em estado de total entrega. Atenta. E foi muito lindo... lá se foi o último pisco dos 40 e logo em seguida, como mágica, fez-se o primeiro, re- inaugurando-me. Tudo aconteceu à meia noite.



Alguns perguntam se vou fazer festa... estou em festa. E em meio à euforia cantarolo:


parabéns, parabéns, hoje é o meu dia que dia mais felizzzzzzzz... a musiquinha n sai da minha cabeça desde sábado. desde sábado tenho 50...

e logo me emociono e dou gracias a la vida. gracias a cada um de vocês.


e como iniciei a vida sendo arrancada à fórceps, agora re-entro dançando, cantado e celebrando..


gracias, amigos, por fazerem minha vida tão especiallll

Lembro de um texto do Eduardo Galeano que diz como nós somos, como você é. Com este texto continuo a minha homenagem:


          Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
          - O mundo é isso - revelou -. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
          Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.

Tenho certeza de que Eduardo Galeano escreveu esse texto pensando em você, como uma forma de lhe traduzir para nós, seus amigos, seus fãs. Claro que sou presidente do fã-clube e  na minha carteirinha tem escrito bem assim: AMO VOCÊ!







sábado, 21 de maio de 2011

CINCO CANTOS À PRIMEIRA LUA

Em 1996 estava em Ilhéus (Bahia). Era início de maio, eu estava muito cansada porque o dia havia sido pesado de tanto trabalho. Mesmo assim fui para a casa de Ishwari, amiga e irmã de alma, para a meditação.  Estava anoitencendo quando acabei de atravessar a ponte que vai para o Pontal. Entre o céu e a terra, com todo o seu explendor estava a lua. Grande. Prata acabada de ser polida e parida.

Parei extasiada. Quem passava parecia não ver o que eu estava vendo. Então comecei a chamar todo mundo, pedindo que olhassem para o céu. Alguns olharam e continuaram seu caminho. Outros deram uma paradinha e logo seguiram. Comecei a chamar mais alto, mais alto, olhem, olhem, olhem, vejam e recebam o presente que estão nos mandando. É a lua, minha gente!

Devem ter pensado que eu era doida. Pode até ser... de vez em quando eu me destrambelho toda. Ainda mais quando aparece um luão daqueles!

Como o tempo passa! Há 15 anos fiz o poema que transcrevo aqui, bem como um trecho da mensagem da minha amiga, me lembrando da lua de maio. Olhei para o céu e lá está a lua de todos nós de novo. Estonteante!

"...E esses dias têm estado bem frio aqui, pena que não pude ver a lua cheia ontem (Vesaki-Buda) por conta de muita chuva. Estive envolvida na Convenção da Self Realization Fellowship - A Sociedade da Auto - Realização - com o espírito que ainda me perpassa, lhe abraço e a todos os seus (principalmente Julia). Que a Lua Cheia do Guru invada nossos corações e espírito nos alçando a voos inimagináveis de Luz e Bem. Bjnho. Ishwari"

Quando estiver o mundo em desando
E imperar a dor do só na multidão
Levanta os olhos cativos do chão
E olha a Primeira-Lua-de-Maio.

E quando se esvair do dia a luz
E nos disser o dia:"eu saio"
Olha o céu e canta contente
À Primeira-Lua-de-Maio.

A noite ao soltar da lua o lume
E mostrar da lua o perfume
O último crescente de abril é o ensaio
Para a Primeira-Lua-de-Maio.

Qual uma flor no botão apresada
A noite se vai libertando em desmaio
Para acolher o brilho crescente
Da Primeira-Lua-de-Maio.

Eis que afinal se instala inteira
bola de fogo, divino raio:
Faz-se um poema, divina oferenda
À Primeira-Lua-de-Maio.

                                                                                               04/05/1996



quinta-feira, 19 de maio de 2011

O LIVRO DA HELOÍSA RAMOS, O MEC E ADONIRAN BARBOSA

Os preconceitos, quaisquer que sejam, são sempre maléficos para a sociedade porque resultam em injustiças. Um dos problemas que nós, seres humanos atentos à boa convivência, temos é a dificuldade de entender para respeitar as diferenças e as circunstâncias de cada um. Esse respeito não pode ser imposto por nenhuma lei porque isso promoveria mais desigualdades, menos tolerância, mais hipocrisia e, consequentemente, mais violência. A história nos mostra tristes exemplos resultantes das imposições.

Na minha postagem anterior quando, no texto inteirinho, utilizei a norma não padrão da língua portuguesa foi para demonstrar o meu desagrado, num tom satírico, não exatamente sobre o livro da Heloísa Ramos – que ainda não li para entender melhor a intenção da autora. Abordei outros assuntos que a imprensa vem informando – o jeito como informa – e que passam despercebidos pelo leitor “desligado”. A intenção foi demonstrar como o preconceito acontece e não nos damos conta.

Quando saio do mato e venho para esta “selva”, tomo conhecimento do que anda rolando entre as pedras e, algumas vezes, me sinto motivada para escrever do jeito que sei e sinto do que me vem do mundo exterior. Agora estou motivada pelo que se tem divulgado a respeito do livro Por uma Vida Melhor, aprovado pelo MEC, no qual a autora desconsidera as regras da gramática normativa. Dizem os que leram.

De imediato lembro-me dos tempos que lia Noam Chomsky que dizia ser a linguagem instintiva e de como era complexo o sistema cognitivo na ciência da linguagem. Mas ele é linguista e não gramático. Em outros momentos passei pelos livros A Língua de Eulália, O Preconceito Linguístico e também Dramática da Língua Portuguesa do professor Marcos Bagno.

Como não estou defendendo nenhuma tese de doutorado neste espaço, não vou ficar aqui de bla-bla-bla falando de teóricos e teorias. Meu caso mesmo é o preconceito. É a forma como nos colocamos diante de algumas situações, de como o outro é e como age. Há, entretanto, a outra face do preconceito quando nos faz compreender o seu lado benéfico: o preventivo que mostra como somos inconsequentes ou ingênuos ao considerar que a igualdade deve ser absoluta.

Quero acreditar que a autora teve a intenção de mostrar as variantes linguísticas; que a língua é dinâmica; que é feita pelo falante, daí as inovações, os empréstimos, os neologismos; que os alunos devem reconhecer a língua popular, mas entender que dentro de situações como um vestibular, outros concursos, etc, a norma culta é a que é aceita. Eu mesma nunca soube que as universidades ou o próprio MEC – nas redações do ENEM – aceitem a utilização de nóis foi / nóis é jeca, mais é pode de rico e por aí vai... No entanto se a intenção foi a atender determinadas ideologias, aí o buraco é mais embaixo.

Meu amigo (adoro me exibir) Affonso Romano de Sant’Anna me escreveu dizendo sobre o meu texto: “A coisa é mais complicada e diferente do que diz a imprensa”.

http://www.affonsoromano.com.br/blog)

Bom, então para os professores que dormem agarrados às regras gramaticais, o assunto é grave. Saber lidar com o novo é abandonar os tais preconceitos de que venho falando. Não sou lá muito gramatiqueira, mas também não aceito – em determinadas situações – a bagunça generalizada. Discriminar é pavoroso; ser preconceituoso em qualquer aspecto, é retroceder e separar. Isso é mais pavoroso ainda.

Clarice Lispector escreveu Água Viva e não usou pontuação explícita, porém não deixou de ser a nossa Clarice. Saramago idem. Convenhamos que arte é uma outra situação.

Agora volto pro mato porque Adoniran Barbosa está cantando pra gente ouvir (leiam a letra).

O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita duma reiva
Da outra veiz nóis num vai mais
Nóis não semos tatu!
O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita duma reiva
Da outra veiz nóis num vai mais
Outro dia encontremo com o Arnesto
Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
Mais você devia ter ponhado um recado na porta
Anssim: "Ói, turma, num deu prá esperá
A vez que isso num tem importância, num faz má
Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
Assinado em cruz porque não sei escrever Arnesto"