Quem sou eu

domingo, 26 de setembro de 2010

NAS PALAVRAS E IMAGENS: AMIGOS...

Palavras são ecos da nossa alma. São reais para quem as emite. A imagem fala, sugere... A palavra diz! Falar é inerência. Dizer é a profundeza do pensamento que enuncia os suores trans-pirados pelo coração. Juntas, palavras e imagens, se inscrevem em nós principalmente quando abraçadas aos poemas. Vejam e sintam:

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Feliz aniversário, Lily (nome que é uma espécie de lírio em inglês).

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sábado, 18 de setembro de 2010

sempreAMIGOSempre

Imagens não dispensam palavras. Imagens completam os sentimentos das palavras. Os amigos acolhem nossas palavras dentro das imagens.


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VIRÃO OUTROS MAIS...

SERES-MONUMENTOS

Entre as sete maravilhas do mundo antigo estão as Pirâmides do Egito. Entre as sete maravilhas do mundo moderno está o Taj Mahal na Índia. Pode haver alguma discordância a respeito das maravilhas que temos a mania de ir classificando pela vida afora. Na verdade a arte não precisa de classificação, mas apenas da nossa admiração. Claro que temos o direito de preferir isto ou aquilo, no entanto é provável que todos concordem que a verdadeira maravilha do mundo é a energia que o ser humano coloca nas suas ações quando cria, quando transforma e quando eterniza a sua passagem pelo mundo com as suas nobres e generosas atitudes.

Não importa muito, no momento, os motivos para a idealização e concretização dos dois grandes monumentos citados como exemplo. Por serem grandes são vistos e sabidos por qualquer pessoa que já tenha passado os olhos em algum livro, ou ouvido a história contada por alguém. E as ações humanas, às vezes tão pequeninas, mas de um valor inestimável e não prestamos atenção? Onde elas acontecem? Muitas vezes tão perto de nós...

Com a visão embaçada, por uma série de razões, não conseguimos ver os anjos que trabalham na nossa praia enquanto relaxamos a mente. Esses anjos zelam por nós praticamente de graça. Afinal para que anjo precisa de dinheiro? Não são grandes como as Pirâmides ou o Taj por isso mal são vistos. Enquanto as consideradas maravilhas do mundo são protegidas contra a ação do tempo, os nossos anjos mal têm protetor solar e equipamentos para ajudá-los a evitar que nós sejamos tragados pelo mar na nossa imprudência, na inocência das crianças e na desobediência dos adolescentes que, algumas vezes, ouvi debochar das orientações dos nossos salva-vidas.

Não sei o nome de todos os anjos da praia de Villas porque meu banho de mar e minhas observações ficam restritas entre as barracas da Gávea e Boteco do Caranguejo. Enquanto eles nos guardam, eu os atrapalho puxando conversa, mas seus olhos não se desviam do mar. Muitas vezes a conversa é interrompida e quando me dou conta suas asas já crescerem e num segundo estão dentro d’água cumprindo a missão amorosa que lhes foi destinada: a arte de salvar. A arte da preservação da vida de desconhecidos.

Com essa crônica quero homenagear os nossos anjos salva-vidas: Sandra – a quem apelidei de olhos de águia; Adailton – tigre veloz; Raimundo – peixe das pedras; Davi - homem peixe. A homenagem se estende aos outros salvadores, sementes que germinam por toda a praia e que todos os dias nos presenteiam com suas lições de solidariedade, bondade, paciência, cuidado e amor. Seres-Monumentos que nós precisamos preservar.



É SEMPRE TEMPO DE DIZER

É SEMPRE TEMPO DE DIZER...


Na primeira noite,
Eles se aproximam
E colhem uma flor
De nosso jardim
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
Já não se escondem:
Pisam as flores,
Matam nosso cão,
E não dizemos nada.
Até que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada

No trecho do poema acima - NO CAMINHO COM MAIAKOWSKY (Eduardo Alves da Costa) – é possível abrir margem para interpretações e entendimentos diferentes porque pode dirigir o nosso olhar para onde queiramos. Embora seja sempre muito interessante discutir literatura, neste momento, no entanto, escolho desviar os meus olhos para uma questão que foi levantada, no site cafecomnoticias.com.br, (12/02/10), na crônica Seres-Monumentos, quando escrevi sobre a importância de prestarmos atenção aos nossos salva-vidas, os quais chamei de anjos.

Em verdade, apenas registrei os sentimentos da minha alma, sempre movida pelo Amor pela vida, pelos seres viventes e por esse universo que nos acolhe. O resultado do que escrevi foi positivo porque foi fruto também do olhar dos freqüentadores da praia de Villas (Lauro de Freitas)  e de jornalistas atentos. Não podemos esquecer que juntos somos uma força indestrutível porque nada tememos; porque não permitimos que pisem nossas flores nem matem nosso cão. Ninguém nunca nos roubará a lua nem arrancará a voz da nossa garganta porque não nos omitimos; porque sabemos dizer o que sai do coração e dizemos quando é necessário.

Solidariamente a nossa comunidade contribuiu com seus comentários de apoio ao que noticiamos e nos fizemos ouvir pela administração municipal: hoje, 12 de fevereiro, os salva-vidas receberam parte do equipamento de que precisam para trabalhar. Estavam felizes e empolgados! Nós que noticiamos, bem como os freqüentadores da praia, ficamos agradecidos por termos nossas reivindicações atendidas.

Binóculos, pés de patos, rádio comunicador, máscara para respiração artificial e colete cervical para as vítimas de afogamento com suspeita de trauma na coluna. (vide fotos). Porém ainda continuamos no aguardo do pranchão, novas bandeiras,  o indispensável kit de primeiros socorros e a continuação da construção dos outros mirantes necessários ao longo da praia. Agora confiamos que periodicamente virão também para os salva-vidas: colírios, protetor solar, óculos escuros e o ticket alimentação a fim de que almocem sem dependerem da generosidade dos donos das barracas e das baianas de acarajé.





 









Dizer com o coração traz boa sorte. É sempre tempo de dizer, portanto. Dizer para crescer e ajudar o outro a crescer, descobrir e desenvolver o que há de melhor em nós e nos outros. Essa é a lição do Amor, a única experiência verdadeiramente real e duradoura da vida. A essência dos relacionamentos, o oposto do medo, fonte da felicidade, energia que vive dentro de nós e nos une a todos os seres. Energia poderosa que nos faz dizer para que não nos arrependamos, um dia, de não termos dito nada.